Alex Castela

Papel

Olá 

Estranho olhar cabisbaixo

Não quero falar

Sem querer, me encaixo

Deixo rolar

 

Enfim..

Te acho

Me encontro

E no teu ouvido falo baixo

Em minha cabeça um tolontro 

 

Não passa de um sonho

É desta maneira que me exponho 

Quisera eu me resguardar

Deste destino medonho

 

Peço aos homens de terno e gravata

Que me ensinem a não sonhar

Esses que são a nata

Aprenderam a conquistar

 

Sem medo, ou perdão 

Não perdem nenhum tempo

Em pensamentos de solidão 

Olham a vida com alento

 

Sem demoras enfrentando 

A temida multidão 

 

Adeus

 

Foi bom falar contigo 

Eu sei que tenho no papel

Um bom e talvez

O meu único amigo