Nessa casa grande e branca, que tanto te custa manter, eu chego na chuva, meu corpo está frio.
Você está seguro, há calor ao seu redor, mas a porta está trancada mais uma vez.
Eu continuo me molhando, culpada até por sofrer. E você me diz, calmo, que era fácil pedir, era fácil fazer.
Eu não esperava que impedisse a chuva.
E não fecharia a porta se você estivesse lá fora e eu aqui.
Enfim, eu entro nessa casa que deveria ser nossa e sinto que aquele calor nem deve ser para mim.