V. Pacheco

Sem máscaras

Não são máscaras caindo,
são seus próprios rostos ao chão.

Não precisam de palavras para enganar,
bastam distrações.

Riem,
mas o que sai é como o ronco dos porcos.
abutres que fazem dos vivos sua carniça.

Mas, enquanto os predadores não acordam,
as presas continuarão a reinar.

Somos leões
a serviço de cães.

A passividade
transformada em omissão.

Um povo contentado
é a ruína de um país.

E os que não se levantam
destroem gerações.