V. Pacheco

Luz poente

A luz do sol poente
iluminava a janela,
e a janela refletia na parede
um tom amarelo transparente.

Já quase às dezoito horas,
tive que pausar minha leitura 
para, por um breve instante, admirar
o reflexo solar
que se despedia,
mas, ainda tão cheio de graça,
nos meus olhos permanecia.

É incrível como coisas tão bobas
podem nos fazer sentir vivos.

Agradável é a luz;
maravilhoso é poder vê-la.

Poetisa do amanhã