Buscamos ser compreendidos e desvendados,
por aqueles que enxergam além do espectro,
que buscam significado onde poucos ousam mergulhar,
e reconhecem, entre silêncios e entrelinhas,
respostas que somente os loucos ousariam acreditar.
Respostas estas, descobertas ao longo de nosso caminho,
fragmentos e sentidos que ainda não sabemos nomear,
pequenas revelações que nos fazem, todos os dias,
relembrar o porquê de continuar.
Aqueles que têm a curiosidade de compreender uma nova perspectiva do mundo que nos compõe
devem abrir os olhos para aqueles que estão sós,
mergulhados em um oceano de autoconsciência e introspecção.
Eles encontram conforto e liberdade em sua própria solidão.
São águas que parecem rasas em sua superfície,
mas revelam profundezas em sua compreensão,
talvez por escolha, talvez por consequência,
ou apenas porque são o que são.
Pois eles se permitem tentar o novo,
sentir tudo aquilo que for necessário,
chorar o quanto a dor requisitar,
amar até onde forem capazes de alcançar.
E, quando se permitem, conseguem colorir o mundo com novas cores,
as mesmas que seus próprios olhos aprenderam a enxergar,
que, silenciosamente, fazem morada e ressoam em seus corações,
seja nos movimentos de uma dança, nas notas de suas melodias,
nas imagens de sua imaginação, mas aqui, nos versos,
que damos voz ao que sentimos com grande emoção.
Ao final, somos apenas humanos,
tentando encontrar, em diferentes caminhos,
uma forma de dizer ao mundo aquilo que conseguimos observar.
Honestos no que sentimos,
verdadeiros naquilo que escolhemos revelar,
seguimos colorindo nossa existência
com as cores que aprendemos a carregar.
E, talvez, seja justamente nesse ato de tentar
que encontramos a coragem para viver e recomeçar,
de sentir sem se esconder, de cair e se levantar.
Pois é ao ousarmos seguir, mesmo sem saber,
que encontramos a liberdade de simplesmente viver,
de escrever nosso destino, de nossa história fazer
e, contra tudo e todos, em nossa própria versão permanecer.