Ayalah VerĂ´nica Berg

O Peso da Alvorada

 

Nunca se sabe.
O sol nasce, a bruxa acordada.
Brinca com a decoração?
Ou busca o ruído de um cometa.
 
Pó. Estática.
As conversas loucas dos demônios —
aqueles que dominam os sonhos.
  
É um êxtase que despenca.
A alucinação ainda é doce,
e eu, de costas para o sol.
  
Que desperdício de luz.
Tão cheia de vida...
Que tédio.
 
Vou observar em silêncio.  
 
 
O Peso da Alvorada 
 de Ayalah Verônica Berg