Entre o amor e o medo,
eu vivo em extremos.
Sinto tudo tão fundo
que às vezes me perco em mim.
Num instante, quero ficar.
No outro, preciso partir.
Não é falta de amor,
é medo demais de sentir.
E quando o mundo parece estável,
minha mente inventa tempestades.
Ser borderline é, às vezes,
tentar encontrar equilíbrio
dentro de um coração
que nunca aprendeu a ficar quieto.