Killer Queen

Amanhecer chuvoso.

Hoje o dia acordou chuvoso e, mais uma vez, eu acordei com o coração apertado de saudade.

É incrível como a maioria dos meus dias tem começado com essa mesma sensação...

Hoje acordei com um trecho de uma música em looping na cabeça e, de tanto pensar em você, ele acabou fazendo muito sentido:

“E até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei...”

(Eu sei que você não gosta de Los Hermanos. Sorry. ?)

Desde que eu te conheci, os meus dias têm você em cada detalhe.

Quando eu acordo, eu queria você ao meu lado.
Quando tomo café, queria uma piadinha sua pra alegrar o meu dia.
Na hora do almoço, queria brigar com você pra comer — o que, convenhamos, é uma tarefa MEGA difícil, né?

É engraçado como você foi entrando nos pequenos espaços da minha rotina sem pedir licença.

Agora, cada partezinha do meu dia tem um pouco de você. Tem o seu cheiro, o som da sua risada, alguma lembrança, alguma vontade, alguma coisa que me faz lembrar de como é bom ser sua.

De como é bom dividir um pouquinho da minha vida e da minha rotina doida com você.

E talvez o que mais me emocione seja perceber que, depois de tanto tempo procurando um lugar onde eu pudesse simplesmente descansar, eu finalmente encontrei o caminho de volta para um abraço que acalma o meu sistema nervoso.

Um abraço onde as mil vozes da minha cabeça ficam em silêncio.

Como a gente costuma dizer:

“Oi, de novo.”

Talvez seja isso que você seja para mim.

Não alguém que chegou para bagunçar tudo.

Mas alguém que chegou e fez alguma parte de mim reconhecer o caminho de casa.