RGGouveia

Amor platônico

Amor platônico 

 

Manhã fria e bela vestida de branco 

Seu véu de geada arrasta e cobre o gramado 

A falta do sol ainda mantém  o seu penteado 

E ela espera deitada no chão 

Daqui  a pouco o dia vai clarear … 

Chegam os primeiros raios e ela levanta superando o medo

A neblina sua amiga antiga avisa 

-vai embora enquanto  é tempo 

A neblina aos poucos desaparece 

A geada emudece mas pensa “ dessa vez vou ver o sol” e espera…

Ele chega iluminado

Sorri sob o céu azulado 

Emocionado vê a geada no ultimo canto de sombra

Ele vai ao encontro da bela

Aos poucos alonga seus raios amarelos

E na tentativa do primeiro abraço 

Ela chora 

Se emociona 

Não aguenta

Derrete 

Se desmancha






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Amor platônico

 

Manhã fria, bela, vestida de branco.

Seu véu de geada arrasta e cobre o gramado.

A falta do sol ainda mantém o seu penteado,

e ela espera, deitada no chão.

 

Daqui a pouco o dia vai clarear…

Chegam os primeiros raios,

e ela se levanta, superando o medo.

 

A neblina, amiga antiga, avisa:

— Vai embora enquanto é tempo.

 

Aos poucos, a neblina desaparece.

A geada emudece, mas pensa:

“Desta vez vou ver o sol” — e espera.

 

Ele chega iluminado,

sorri sob o céu azulado,

emocionado ao vê-la no último canto de sombra.

 

Vai ao seu encontro,

alongando, aos poucos, seus raios amarelos.

E na tentativa do primeiro abraço,

ela chora, se emociona,

não aguenta,

derrete,

se desmancha.