Sinto-me como se fosse
Capaz de vomitar minha existência
Os órgãos se tornam memórias,
E meu corpo os expulsa numa busca
Constante por regeneração
Tudo está podre ou morto
Como ressignificar aquilo
Que parece conforto?
Minha vitalidade foi mastigada
Por um ser sem dentes
Esmagou minhas crenças
E me forçou ser um alguém ausente
Meu organismo precisa de um antídoto
Minha mente está cheia de larvas
Sinto-me um ser desprevenido, aflito
Fechado em seu próprio mundo,
Num espaço sem interferência de ruídos.