Há bilhões de sóis queimando em silêncio,
Galáxias dançando sem nunca se tocar.
Enquanto o infinito escreve seu próprio tempo,
Insistimos em tudo controlar.
Somos poeira perdida no espaço,
Um breve suspiro na imensidão.
E aquilo que hoje parece um abismo
Mal ocupa um grão da criação.
O universo jamais mudou seu rumo
Porque alguém chorou ou teve de partir.
As estrelas continuam acesas,
Convidando a vida a seguir.
Então guarde seus medos no bolso,
Sem deixá-los tomar seu lugar.
Pois, diante do cosmos sem fronteiras,
Todo problema aprende a encolher.
Olhe para o céu quando a alma pesar.
O infinito sempre nos faz lembrar:
Não é que a dor não exista... ela existe.
Só não é grande o bastante para impedir você de continuar.