Killer Queen

Seu nome.

Eu não percebi na hora.

Alguém falou o seu nome em uma conversa comum,
dessas que não avisam que vão tocar em algo sensível.

Eu esperei o impacto.

Esperei o aperto.
Esperei o nó na garganta.
Esperei o silêncio constrangedor dentro de mim.

Mas ele não veio.

Seu nome passou por mim
como qualquer outro nome.

E foi nesse instante simples — quase invisível —
que eu entendi.

Eu não tinha esquecido você.
Eu não tinha apagado a história.
Eu não tinha deixado de amar o que foi verdadeiro.

Mas eu tinha deixado de doer.

E isso mudou tudo.

Porque até então eu achava que superar era não sentir nada.
Mas não.

Superar é lembrar
sem se ferir.

Eu ouvi seu nome
e continuei respirando no mesmo ritmo.

E ali, sem plateia, sem anúncio,
eu soube:

 

Eu estava voltando para mim.