Conto estrelas na minha própria mente
E conto contos sobre cada uma delas
Recebo olhares e ouvidos indiferentes.
Ouço sussurros de vozes apagadas
Peço desculpas por não entendê-la
E na noite a voz se transforma em nada.
Subo na minha alma em alguma escada
Vejo de cima o tudo, também o nada
Mas o mundo não para de se balançar.
A maré me joga de um lado para o outro
As estrelas me encaram através do abismo
E o que resta é um cinismo pouco
E nenhum sussurro vai fazer sentido
E nenhuma estrela vai brilhar enquanto
O mundo for assim tão cinza,
O espírito for assim tão preso,
Enquanto o coração for assim tão solto.