Apegaua

Quando a boca se cala e os olhos nos falam.

Quantas vezes esqueceste de murmurar.

_ Meu querido, acho que e amor.

Dizendo que ainda nem tinha certeza.

E eu fazendo por me enganar.

Qual tal a um passarinho caído num alçapão.

A trancos e barrancos fomos vivendo a nossa história.

Fome com vontade de comer.

Doidos por se abocanhar.

Por vontade própria deixei me levar.

Indo como num sonho se transportando pelos  desejos.

Para mesma paixão apta por nos devorar.

Que no coração tão bem soubeste enganar.

Se assanhamos nossas vontades.

Nos instintos desenfreados sem se raciocinar.

Foi.

Por que quando e amor.

A boca nem precisa se abrir.

Pois os olhos e que se põem a falar.

Instigando mãos avidas por se apalpar.

Apegaua