Não vem do barro frágil tua poesia;
lia o sopro, não do pó humano; enlameia,
Anseia; a alma e costela; o poema nascia,
Via a palavra formando; a letra esperneia.
Veia de peito aberto, jorra teoria.
Magia; o verbo governa e a estrofe é ceia;
Cheia em cosmo lírico és deus fantasia,
Fazia-te senhor mor, sem escrita feia.
Arreia o sol verão, galopa ventania,
sorria noite; dente estrela em lua e meia;
pareia, sem limite ainda sendo utopia.
Tinha poder sobre a inspiração; a saboreia.
Creia; em teu Gênesis, és rei de tua cria;
Sabedoria; és deus, toda alma escaneia.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
uma ode se faz
um poeta que se avessa
desalinha em linhas
da série: Haikel’s