Viverei dos restos da tua boca,
das sobras do teu seio,
das sombras dos teus olhos.
Viverei do que você me disser,
do que você me trouxer
e do que carregar no peito.
Viverei do medo,
da sorte
e também
de todo e qualquer pensamento.
Viverei de você,
de mim,
demais,
de alguém.
Viverei de quem fizer parte
ou de quem nunca quiser nos ver.
Viverei.
Viverei eu
e você.
“Ensaio biográfico de um adolescente febril\"
2026