Eliabe Lira

Solidão

Idade,

Desejo, vontade,

Realidade.

 

Então acabou,

A triste solidão 

Dos anos e anos,

Das perdas e ganhos.

 

E a criança brinca, 

Se esquiva e balança,

Com toda essa solidão, 

Crescendo feito criança.

 

Quem dirá quem somos?

Livres ou aforros,

Vermes ou poeira,

Se somos neuro inteligentes.

 

Da coleta aos materiais,

Das coisas lindas as banais,

Será que vivo esse cordel,

De versos manchados no papel.

 

É assim se faz a última,

A certeza da verdade uni,

A clareza do amor próprio,

Que é a único que temos, talvez.