Areia grudando na pele, seu suor que não serve para nada aqui
Pintando os meus medos com cores vivas e inocentes
Procurando paz onde não há, vivendo como se não existisse o amanhã
E suas palavras me fazem tanta falta, tanta falta, como fazem falta
O único lugar seguro é dentro da casa, dentro do quarto
Inunde sua mente com coisas que não acontecem, nem aconteceram
Subindo o degrau, mas sinto que estou ficando cada vez mais longe da porta
Enchendo o balão, mas não sabe, ele nem ao menos saiu do chão, são os seus pesos, o seu peso, o teu peso
Não quero fazer nada errado, mas as palavras continuam assombrando
E eu vi o fim, eles continuam tremendo quando me veem
Ossos e ossos, brancos, escuros, pálidos, estourados com buracos
Terminar onde começou, eu faço o certo, eu faço o certo, mas não me diga que estou errado, estou?
Um peito aberto, continua sendo o meu
Só que estou escondendo o coração, em lugares que não consigo escutar
Tirei a dopamina, minha serotonina diminuiu, preciso de reposição de ocitocina
Nenhum de nós está no alto, estou lá embaixo, bem abaixo, olhando para cima do muro
Falta com alívio, alívio com falta, me deixe chegar mais perto, mas me mantenha longe
Desse negócio, dessas coisas que não sei, desse doce tão desejoso e amargoso, desse tal de amor
Mire no céu, solte o artifício, solte o fogo, o fogo de artifício
Até explodir, em milhares de cores, na escuridão, enquanto perece na imensidão...