Ashira Saiko

Ecos do luto

O céu ao longe acinzentado
Pensamento ancorado
No mar conturbado
Do passado arraigado 

 

O luto é um demônio equiparado
É frio e também pesado
Sentimento controverso demasiado 
Ora livre, ora aprisionado 

 

O amor profundo abandonado 
Denso e engavetado 
Um retrato inanimado
De um momento sagrado 

 

Um sorriso na estante estampado 
A sombra de um forte legado 
De alguém que da vida foi exilado 
Para nunca mais ser abraçado