Meus ossos se estalam,
os músculos, atrofiados,
a pele se desfaz,
tendões se rompem —
já não posso mais me mover.
Mas aí vem um Homem.
Com Sua voz, faz-me renascer.
E, dentro de mim, um grito
que faz meus ouvidos tinir:
é meu espírito a reviver.
Põe-me de pé,
todo novamente formado.
Meus ossos trincados,
agora, blindados.
Meus músculos, de aço.
Pele, de bronze.
Tendões, de prata.
Nada mais vai me deter.
Visto a armadura,
pronto para vencer.
Cinturão da verdade:
aqui já não há engano ou falsidade;
só reina a honestidade
e Jesus, que é a verdadeira Verdade.
Couraça da justiça:
nenhuma arma forjada
tirará minha vida.
Aqui não há culpa a me corroer.
Em Cristo, fui justificado.
Calço as sandálias
e anuncio o evangelho do Reino.
Nada vai me calar.
Não tenho medo dos que destroem o corpo;
eles com minha alma nada podem fazer.
Estou coberto pelo sangue do Cordeiro.
Agarro-me ao escudo da fé
para me proteger.
Minha fé, na Rocha, firmada:
nada mais me abala.
E, nesse campo minado,
avanço,
Me lanço.
E, se me canso,
meu General está pronto a me socorrer.
Sobre minha cabeça,
o capacete da salvação:
a certeza de que não fui feito
para este mundo, não.
Peregrino aqui,
mas minha morada
é ao lado do Pai.
E, em breve,
Jesus, do céu, descerá.
É por isso
que, com a espada do Espírito,
ataco o reino do maligno.
Posiciono-me
em resgate de almas
que estavam assim como eu.
E mostro o caminho —
que é uma Pessoa.
E essa Pessoa
vai te levantar.
Nova vida Ele te dará.
Soldado tu serás.
E, se exausto ficar,
pão e abrigo,
no esconderijo do Altíssimo,
você terá.
Então, não tenha medo, não.
Se tens sede,
vem à Fonte, irmão.
E nunca mais tornarás a ter sede;
saciado sairás.
E, no fim,
frente a frente
com o Senhor dos senhores
e Rei dos reis,
Aquele que é vencedor
para sempre
nos buscará.
E aí,
tudo vai valer a pena.