Flor Azul
(Rio Bonito, 11 de novembro de 2010 — Juliana de Lima)
Asas do Melro outonal
Versam trilhas celestiais,
Carrega o elmo floral
Para além dos Cosmos banais...
Emana alento,
Desopila o fado,
Desafia o bravo vento,
Ó Querubim abandonado!
Atinge seu altiplano,
Sob a esfinge-mor,
Ao longe, no céu, sonha:
Fitando o lago-mar.
Estéril é a semente da solidão,
E somente o poeta eterniza,
O amor da ave-ilusão
Pela flor azul:
Numa brisa!
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