Poema: CANTARES DA PRIMAVERA
Ipê canta amarelo
Chão rachado sorri
Cigarra cala o canto
Chuva fina desce
Canga bebe depressa
Cerrado ressuscita
Semente estoura o chão
Verde rompe o cinza
Cheira a terra molhada
Formiga volta à lida
Milho espiga ligeiro
Deus pinta tudo de novo
Primavera não chega
Ela explode do pó
Não pede licença
Apenas floresce
Quem esperou chorando
Agora colhe cantando