O suor desenha um mapa claro na tua coluna,
A pele reluz contra a meia-luz do quarto,
e a sala inteira parece prender a respiração
só para ouvir o ritmo seco do teu quadril.
Há uma violência bonita na forma como você toma o controle,
sem pedir licença, sem hesitar.
As mãos firmes, a cabeça jogada para trás,
o pescoço exposto como quem se entrega ao próprio incêndio.
Eu não me movo.
Sou apenas a testemunha do teu delírio,
preso ao movimento incessante do teu corpo
que sobe e desce,
impondo uma cadência própria, quase febril.
O ar fica denso.
Cada arfar teu ecoa na madeira,
um som cru, sem filtro, de quem encontrou o ápice da urgência.
Teus olhos me encontram por um segundo —
um olhar turvo, pesado de desejo,
que me devora à distância e confirma
que você sabe exatamente o peso do meu olhar sobre a tua pele.
Você cavalga a própria tempestade,
e a casa inteira queima com você.