Herança dos Tropeiros
(Rio Bonito, 31 de outubro de 2010 — Juliana de Lima)
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A raiz cristalizada
No trivial coração
Ramifica a árdua missão
Na alma aquerenciada.
Sob o arreio do passado,
Troteia nas invernadas tiranas
O gaudério cansado
No rodeio de velhas esperanças.
As relutantes sobremaneira,
De uma geração descrente
Que faz parecer trincheiras:
Um gomo só da grossa corrente.
Revive a herança dos tropeiros
Na ânsia de resgatar a tradição,
Resiste a paixão do campeiro
Debelada em seu próprio chão.
Pago afora,
Sai o gaúcho a procurar
A tropa que se foi embora
E está na hora de voltar.
Com as forças xucras reunidas,
O galpão se engrandece;
As brasas antigas são fortalecidas
No candeeiro do rincão que renasce.
(Homenagem ao Piquete Herança dos Tropeiros, de Eloy José de Lima — Juliana de Lima)