Silêncio
Pedem me para calar
Que velipendio
Tudo para me matar
E eu vou deixar
Vou-me deixar morrer
Cansado, pára o guerreiro de lutar
Com sede, sem água para beber
Entrego me ao carcereiro
A prisão de quem não merece amar
A flechada do arqueiro
Faz nas feridas inflamar
A dor de não sentir teu cheiro
E nunca mais poder olhar
A luz do teu calor soalheiro
Ao cimo de ti escalar
Sentir o odor do teu cheiro
Começar o dia bebendo de ti
Deitar me à sombra do teu sobreiro
Saber que não serei eu aí
De tanta dor vive o coração
De um homem rejeitado
Que engole a sua emoção
Por viver apaixonado
Mas nenhuma mordaça
Fica para sempre
E um homem não se agarra a desgraça
Pois o caminho não acaba derrepente
E tu sempre musa inspiradora
Estarás presente em meus poemas
Sobre tudo tentadora
A tua presença, por si só cura meus dilemas
Mesmo longe e sem o toque
Sem o olhar físico, mas sempiterno
Com os olhos fechados, volta o Rock
Que me aquece no inverno
Sinto a brisa do verão
Que amena a queimadura
Abrasadora sensação
Que por anos perdura
Não me estou a queixar, atenção
Foi a escolha inconsciente que fiz
O problema do meu coração
É seres dona do teu nariz
Dedicada e amável
Sempre quer ser melhor
Uma mulher indelével
Um ser superior
Carrega no peito a dignidade
De saber que já errou
Anda de cabeça erguida na cidade
Sem medo do que virá,ou o que passou
Como não amar alguém assim
Nem um cego consegue evitar
Um cheiro quase de alecrim
Quando está perto de mim
Vem meu dia perfumar.....