Estrela do Sertão
(Rio Bonito, 30/09/2010 — Juliana de Lima)
Na primavera de outubro,
A gênese de um Ramos:
Vinte e sete estrelas
Nas Alagoas resplandecem...
Um termo, muito orgulho,
Unindo ambos,
É difícil descrevê-los...
O ecletismo: raízes que crescem.
Abdicações sucessivas,
O retorno às sombras da Palmeira,
A eclosão de um novo romance,
A divulgação do Cosmo restrito.
A prova das artes vivas
É a voz prisioneira
Da angústia em enlace
À liberdade em registro.
Alma gélida, corpo febril,
Vidas secas, olhos alagados...
Enredado na inspeção do saber,
Na satisfação de elevar a bandeira.
Um sonho: Brasil
Mais uma vez negado!
O menino interior a se rever
Na infância está a riqueza primeira.
Insônia...
A poesia em conto-verdade
Encontra sua genialidade,
Transborda em espírito grandioso.
Viagem: com o Velho Mundo um encontro.
Em breve estaria a carne morta.
Para nós restou um conjunto valioso,
Do Sertão, herói eterno.
(A trajetória de Graciliano Ramos — Juliana de Lima)