Pés descalços, encanto e poesia,
Brancos ou rosados, despertam fantasia;
Macios como pétalas ao vento,
Guardam no toque um doce encantamento.
Quando o tênis se abre e o pé respira,
A pele encontra a areia e a alma suspira;
Na água fresca, na grama a brilhar,
Cada passo parece querer flutuar.
Amados no carinho, no olhar, na atenção,
Despertam delicada e sutil tentação;
No charme discreto de um gesto qualquer,
Há um mundo inteiro no simples caminhar.
Entre a areia dourada e o azul do mar,
Há pés que parecem querer sonhar;
E quando o toque se torna afeição,
O desejo se veste de pura emoção.
Sem pudor, sem pressa, sem medo de sentir,
Há beleza no instante, no jeito de existir;
Pés descalços, mistério que sabe envolver,
Um pequeno detalhe capaz de enternecer.
E assim, entre encanto, carinho e paixão,
Ficam gravados na memória e no coração;
Pois há quem veja apenas passos pelo chão,
E há quem veja poesia em cada direção.