Cinzas brotavam
Do meu corpo que apodrecia.
Cai no abismo sem perceber.
Pessoas passavam e não notavam
O que já tinha virado asfalto.
No entanto, havia ali um buraco.
Clamava por perdão.
Por alguém que ouvisse.
Alguém que me visse na escuridão.
Quando finalmente olhavam
Viram apenas um fardo.
\"Pare de atrapalhar o tráfego!\"
Ouvia-se apenas o perdão
Naquele espírito que perturbava
Os vivos que nunca acordaram.