É estranho apaixonar-se
por dois corações, almas,
corpos e mentes.
Um é feito de leveza;
o outro de intensidade.
Um devora minha alma,
enquanto o outro,
devora meus sentimentos.
Dois homens
disputando
este vulnerável
e abatido coração
Como isso aconteceu
justamente comigo?
Será que isso é sorte
ou azar?
A vida brinca de
roleta-russa comigo.
Em uma hora, rio
sem nenhuma razão;
na outra,
desfaço-me em lágrimas.
Isso só pode ser
obra da minha mente,
fazendo de mim uma marionete.
Diante desta rivalidade,
alguém sairá perdendo.
Quem será ferido?
Quem receberá
o tiro fatal?
Será que serei eu?
Oh, céus,
poupe-me desta vez.
Não aniquile minha alma
como sempre fazes.
Não mereço viver
esta desolação
mais uma vez.
Se queres meu fim,
dá-me de beber
deste cálice:
o veneno do amor
que não foi correspondido,
sentido
nem entregue.