Ivam de Melo

Alienação

O ônibus vai pela avenida 

À margem, há lixo,

A escola com mato 

Que cresce no pátio.

Balança nas partes esburacadas 

Do asfalto,  

E os metais e os eixos gemem.

 

Seguindo o ônibus 

Restos de escombros,

Valetas imundas,

Poças de água  

Represadas dos temporais.

 

 Há gente no coletivo 

Que segue pela avenida.

Parecem indisponíveis 

À realidade.