O ônibus vai pela avenida
À margem, há lixo,
A escola com mato
Que cresce no pátio.
Balança nas partes esburacadas
Do asfalto,
E os metais e os eixos gemem.
Seguindo o ônibus
Restos de escombros,
Valetas imundas,
Poças de água
Represadas dos temporais.
Há gente no coletivo
Que segue pela avenida.
Parecem indisponíveis
À realidade.