Existe outro eu.
A outra eu, ela é uma criança.
Uma criança inocente,
Uma criança pura.
A outra eu, ela é inteligente.
Ela é uma boa menina,
Com um futuro brilhante.
A outra eu, tem o crânio partido.
Eu surrei a cabeça dela,
Surrei contra o concreto,
De novo e de novo,
Enquanto ela chorava,
Enquanto ela implorava,
Enquanto ela gritava,
Mas eu não parei,
Não parei até ouvir o som molhado,
O som nojento,
De um osso quebrando,
E de eu morrendo.