Palastra

Cruel Realidade

A mais sincera palavra já proferida,

Diz a minha boca, convencida:

Desejo, profundamente, ser o sol de seu dia.

Dissiparei as névoas da manhã que assolam sua mente;

Tornarei-o, no amor à natureza, um exímio crente.

 

A terrível fera que habita no âmago de seu ser, há de perecer.

A sombria sinfonia dirigida por seu coração, tornará-se uma bela e romântica canção.

O corrupto mundo que seus saudosos olhos veem, tornará-se no encantador céu que os cristãos crêem.

A apatia que definha sua essência, será executada, sem que haja clemência.

 

De meus ouvidos, ouço a mais dolorida das verdades; a cruel, estapafúrdia e insossa realidade:

Sua existência, apenas resquício de minha solidão, é.

Amaldiçoados sejam meus tímpanos, que da falta de um cônjuge para inebriá-lo até o ápice da mais profunda e ardente paixão, me recordaram.

Que de meu sonho transcendente ao sofrimento da prisão chamada Carne Humana, me despertaram.