Sou poeta
quase louco,
talvez só um pouco,
vivendo de fantasias,
inventando poesias
pra suportar os meus dias.
Faço morada no impossível,
me apaixono pelo invisível,
e, quando a realidade vem,
eu fujo pra dentro de mim
onde tudo ainda faz sentido.
Sou desses que sentem demais,
que procuram sinais
onde ninguém mais procura,
e fazem da própria loucura
um jeito diferente de existir.