Raquel Ordones

Poder da palavra vazia

 

 

Tece praça por onde o vento sopra e guia,

cria uma voz que mente e a mente desvanece;

Desce a política, numa paralisia,

Fantasia; vira eco oco, só aborrece.

 

Apodrece o ar, fala fútil parlapatia,

antipatia onde boca exalta e a alma esquece;

Tece vaidade; trono sem categoria

Galhardia nenhuma; manto vil floresce.

 

Favorece a si; nobre ideal; povo esfria,

Seria um lobo voraz, dente que intumesce?

Prece de orador, em moldes patifaria.

 

iguaria; fachada em luz, quase finesse.

Permanece o poder da palavra vazia.

Azia em berço, não se sabe se amanhece.

 

Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie

 

é tão desumano

fulano promete e só

depois, o abandono

 

da série: Haikel’s