ondavida amar

Poeta descalço

Descalço vou em frente, rumo ao monte,
Poeta entre as brumas que o cercam.
Olhos chorando as águas como fonte,
No peito as velhas mágoas se libertam.

 

As pedras que de mim já choram,
Pois no cume da serra moram,
Sós, como as águias que voam,
para o lugar onde as dores ecoam.

 

Levo comigo por companhia,
A flauta que me guia a cada passo,
Sopro músicas de puro encanto,
Que me elevam em asas de espanto,
Percorro os dias nesse espaço.