No meu peito, como mil espadas atravessadas
sensação essa que me seguiu desde a infancia
por longas estradas da armagura eu caminhava
comigo a nuvem negra que seguia
dias nublados e garoa que caia repetidamente
aurela negra sobre mim
queria, por fim uma leveza negada
se um dia sonhei com flores ou simples amores
com espada flamegante queimavam um jardim particular
pisavam e dançavam a me condenar
sei tambem que não posso aceitar
mas não consigo deixar de alimentar o lobo negro da metafora
e quando o que é belo ja não me é digno nem mesmo no mundo dos sonhos
me encolho e despareço como magica
se isso fosse possivel alem da imaginação
eu ja teria ido..
seria principe em uma historia encantada
em alguns momentos eu me envergonharia de viver uma ilusão
olharia por entre as arvores e la estaria
acenaria e sorriria timido o eu que estou fugindo
eu mesmo o rejeito
como todos o fez