Toda essa escrita rebuscada
Esse perfeccionismo exagerado
Essas palavras escolhidas a dedo
Só me servem de uma coisa,
Esconder um desejo puro e genuíno
Quase ingênuo
De só... não sofrer.
É pedir demais?
Talvez seja pra você, mundo
E do que você fez eu já sei tudo, tempo
De suas crueldades e tramóias contra mim
Desde que nasci, tudo.
É injusto nascer com defeitos?
Todos nascemos com defeitos.
Somos todos imperfeitos, mas alguns
São mais imperfeitos que outros.
Da poesia ao desabafo, cada palavra
Esconde uma única esperança
Pura, genuína, quase ingênua,
Mas um passo fora do caminho
E as palavras se tornam espinhos
Que perfuram os próprios braços.