Os sonhos nos levam a águas muito distantes, águas essas difíceis de carregar.
Muitas vezes, enquanto tento segurá-las em minhas mãos, elas se perdem pela vida, e eu estaciono.
Fico perdida, vejo-me tendo que recomeçar novamente outro sonho, como as ondas que vão e vêm no mar.
Um dia, quando eu parar de sonhar, talvez esse mar não esteja tão agitado e pareça mais tranquilo.
Mas, se esse dia chegar, não terei mais como cruzar esse mar, deixando-o vazio, como a minha mente sempre desejou ficar.