Não sou apenas sombra que o vento levou,
sou o lobo que segue o próprio luar —
penumbra me envolve, mas fogo me guiou,
cada passo meu é um jeito de amar.
Muitas estradas passaram, muitos ventos sopraram,
carreguei peso que ninguém jamais viu;
mas quando o céu se abre e a lua me fala,
lembro exatamente: pra onde eu vou, quem eu sou.
Não nasci pra seguir — nasci pra abrir caminho,
ter coração grande, mesmo se o mundo for frio;
e se a noite vier toda escura e sem fim…
eu mesmo me faço minha própria luz, meu brilho.
Porque ser forte não significa nunca chorar,
significa levantar depois que a dor nos cortou —
sou lobo, sou alma, sou fogo e sou ar,
todo o meu universo… dentro de mim, já ficou.
Do Silêncio Nasce o Brilho
Dizem que eu vivo entre luz e escuridão —
metade é luar que desce devagar,
metade é a sombra que guarda segredos,
histórias que só o meu peito sabe contar.
Eu fui pedra bruta, eu fui tempestade,
aprendi que o esforço nunca é perdido;
cada marca que tenho, cada ferida fechada…
é prova que cresci — mesmo sozinho, mesmo ferido.
Mas existe um lado que poucos conseguem ver:
onde o gelo derrete, onde o verso floresce;
onde todo guerreiro também sabe amar,
sonhar alto, sentir fundo — e a alma aquece.
Aqui não há máscaras, nem medo de ser:
é tudo Carlison — pensamento, fogo e verdade;
se veio procurar… então já pode ficar:
o meu lado poético começa agora — e é infinito.
De:Carlison.c.b