Aristos

Cadáveres

Ao meu redor só vejo cadáveres 

Enchergo pessoas mas não almas 

Vejo animais sem humanidade no olhar 

Nenhum vício propício de veneração 

Nenhuma vontade genuína 

Não há devoção verdadeira 

Apenas carcaças vazias 

 

Sem estímulo só almejo um forte vício 

Estar entre as pernas de uma ninfa 

Degustando de seu precioso elixir 

Escutando todos os seus \"problemas\"

Desejando que apareça um sonho no meio dos escombros 

Urgindo para que apareça algo para venerar além de seu corpo 

 

Nada de novo eu já sabia 

Apenas um delicioso corpo para satisfazer essa sina minha, acho que esse é o meu vício, quem diria ?

 

Obesevo seu belo corpo encurvado na varanda, olhar se debruçando sobre as luzes da cidade 

Talvez não haja um sonho, mas estou diante de uma pintura, uma bela arte 

 

Acendo um cigarro não cobiçando a próxima fase, este instante é o meu próprio Deus, pelo menos até as cinzas acabaram 

 

Devaneio na imaginação mais um dia, aspirando o fim das horas ou da biografia 

 

Estou em uma caixa remoto de um lar, ao meu redor só escuto balbuciar 

 

Me pergunto o porquê ?

Então me lembro, estou ao meio de cadáveres