Ao meu redor só vejo cadáveres
Enchergo pessoas mas não almas
Vejo animais sem humanidade no olhar
Nenhum vício propício de veneração
Nenhuma vontade genuína
Não há devoção verdadeira
Apenas carcaças vazias
Sem estímulo só almejo um forte vício
Estar entre as pernas de uma ninfa
Degustando de seu precioso elixir
Escutando todos os seus \"problemas\"
Desejando que apareça um sonho no meio dos escombros
Urgindo para que apareça algo para venerar além de seu corpo
Nada de novo eu já sabia
Apenas um delicioso corpo para satisfazer essa sina minha, acho que esse é o meu vício, quem diria ?
Obesevo seu belo corpo encurvado na varanda, olhar se debruçando sobre as luzes da cidade
Talvez não haja um sonho, mas estou diante de uma pintura, uma bela arte
Acendo um cigarro não cobiçando a próxima fase, este instante é o meu próprio Deus, pelo menos até as cinzas acabaram
Devaneio na imaginação mais um dia, aspirando o fim das horas ou da biografia
Estou em uma caixa remoto de um lar, ao meu redor só escuto balbuciar
Me pergunto o porquê ?
Então me lembro, estou ao meio de cadáveres