turvam a água e são retráteis,
retratos de déspotas a despistar
cinicamente;
eles estão na superfície
e nós no fundo, entre náufragos,
como seres estranhos,
se alimentando do que afunda
e está morto;
tempo em que a palavra esperança é cipreste
e se presta à proliferação de bactérias;
a paciência pula o muro,
e há versos que nascem das feridas,
da injustiça, do incêndio, do abuso,
e até os poemas são equipados para a guerra.