me contorço e me elevo
deitado na cama, agonizo sentido nada
me sinto levitar
e como se algo estivesse se descolando
agonizo novamente
me reviro
em minha mente digo que não consigo suportar
quero fugir do sentimento
ir para algum lugar
me pego como ser não-pertencete
essa vontade esmagador de estar
meu eu foge de mim
me sitno disassociado
dislocado
abandonado
abandono primeiro por vergonha
choro e reclamo, me pego agonizando
choro pela decisão
do abandono não - mas de saber que não irei voltar
me condeno a morte
não conseguiria suportar
eu queimo suportando
me engano
que esperança torturante
reclamo
reclamo
reclamo
percebo que tudo isso não é por amore, amantes, romance
\"Um dia amei a vida, me divertia, ria e comemorava, dia apos dia. Mas hoje fui levado ao vale da sombra da morte, la fiquei por muito tempo, quando vi aquela saida que me guiava, e o santo com uma chave dourada que segurava a minha salvação, com um sorriso no rosto me chamava: \'venha irmão\', mas a luz que beteu no meu rosto me envergonhava, estive tanto tempo naquele vale escuro que nada mais importava. tinha medo da leveza de ser, depois da dor tudo que eu queria era morrer. falhei em escuridão, implorei por perdão, agonizei e escrevi lamentações em minha solidão. filho prodigo que retornaria? em minha solidão me tornava um dos piores naquele vale sem vida. me envergonho da luz que reflete meu rosto no solo poços d-agua, lavo meu rosto com a agua suja e sigo adiante. ignoro a solução obvia e continuo como fantasma agonizante, vagando sem sentido, esperando por algo...\"