Sob a égide dos maus,
deste porto,
foram-se as naus,
foram-se as falúas,
foram-se as luas,
foram-se os marujos,
ficaram engenheiros,
retificar, canalhizar os rios,
esconder-nos sob pedras,
perdendo ritmo, surpresas,
a dança das águas
mostrando suas curvas,
ficaram as águas turvas,
água reta é para enchentes,
para a severa erosão
das margens do poema,
arrastando versos preciosos.
Neste porto,
a esperança,
branca num pé só,
realidade mutilada,
Garça,
escapa
para o alto flamboyant.
abandonar-se à correnteza,
só na poesia.
poeta, morcego. enxerga pelo som.
E as águas dizendo:
devolvam minhas curvas.