Sou fotografia amarelada
Que tu olhas e adora
Sou teu retrato de outrora,
Que de certo a traça devora.
Sou teu espelho fiel
Que já não se conhece,
Se me fitas não te encontras,
E nessas pontas sou infiel.
Fadado ao esquecimento
Sou voz que já não se ouve,
Sou moldura, papel e tinta,
Sou aquele que não muda.