Eu não sei o que fazer,
e talvez tudo bem não saber.
Tem dias que o mundo pesa,
e outros… só falta um porquê.
Querer, eu quero,
mas parece distante.
Como segurar a felicidade
se ela escapa a todo instante?
Eu tento guardar um pouco
num canto quieto de mim,
mas ela vem e vai embora,
como se nunca fosse ficar aqui.
E, no meio desse vazio calmo,
eu começo a entender
que talvez a resposta não esteja
em procurar… mas em ser.
Eu acho que prefiro ficar sozinha,
não por falta de amor,
mas pra aprender, aos poucos,
a me enxergar com mais valor.
Descobrir que o silêncio não dói tanto
quando vira companhia,
e que dentro de mim existe
uma paz que eu não via.
Talvez o motivo pra viver
não venha de repente,
mas nasça devagarinho
quando eu escolho me ouvir novamente.