Aqui para isto,
do outro lado do agora
não pertenço a este mundo.
A realidade altera a percepção,
desfaz-se.
Monta em nuvens vivas
e cavalga em direção
ao pseudo-horizonte.
Respiro.
As asas do presente fincam-se no chão,
tornam-se o peso do passo.
Olho para o alto —
sol de chumbo marchando entre britas.
Entrego-me ao passeio
e disperso em agonia.
Finda-se mais um dia.