Triste por tentar me esquecer
Jogar fora toda alegria e ver
A neve cair e espalhar toda a água
Das suas doces lágrimas ao amanhecer
Cai em mim, de novo e de novo
Como um velho, moço em vingança
Sumi com você em minha mente
E agora onde está? Corro a escondê-la?
Mas não, não há como proteger
Arrependi-me do esvanecer
Ser ou não ser, eu preciso de você
Ter de volta o que fugiu ao anoitecer
E novamente ignóbil
Um novo sol da manhã
As lembranças derretidas
De um ideal frágil e sórdido
No fim, iniciamos de novo
E no início sabíamos do fim
E não faltou esforço de viver
Mas para quem vive demais
Falta apenas morrer
O esforço para lembrar virou a vontade de esquecer.