Kira

Tempestade sangrenta

Em noites tempestuosas que jurei não manchar, meu sangue escorre de meu peito, sujando tudo o que um dia foi puro. Teu doce nome no entardecer ainda me conforta, mesmo que lágrimas caiam de meus olhos. O barulho do mar ainda pode-se ouvir mesmo em meio a trovões, e ainda pode-se sentir mesmo em meio a raios que amedrontam-me. Meu amor nunca passará, nunca abandonara-me, apenas não floresce como uma rosa, ainda não liberta-se como uma pena, ainda não permanece como teu nome em minha memória. Aquela que ainda guarda teu nome, tua voz, teu rosto, teus gostos e sonhos. Aquela que ainda aguarda-te no fim da tempestade.