Tanto amor guardado no peito,
e eu aqui, de mãos atadas.
Não há nada que eu faça ou diga
que mude o rumo desta estrada.
Queria que você me olhasse
com a mesma luz e admiração,
mas vivo essa luta sem gesto,
um silêncio preso na intenção.
É um querer sem esperança,
um desejo constante de desistir,
mas quanto mais tento te apagar,
mais você se recusa a ir.
Fico no meio do caminho,
entre o que sinto e o que não posso ter,
amando quem nem sequer sabe
o tamanho do meu querer.
E no fim, meu único gesto
é aceitar o que não posso mudar:
deixar o peito em silêncio,
enquanto o coração continua a te lembrar.