Vez ou outra, não importa a data até então, moro nas músicas que fizemos ser nossas.
Me apaixonei por outros olhos, me reconstruí e destruí sucessivamente, deixei que a parte de mim que pertencia a você fosse descoberta como minha;
No entanto, outra vez, fecho os olhos. Do meu meio-sorriso clandestino, sinto o cheiro de chuva. Meus pés, na terra molhada e firme, brincam.
Meus lábios pincelados de café, meus cabelos ondulados de sal.
Nos beijamos novamente na praia, mas brincamos. Olhos inocentes, toques sutis.
Melodias criadas pelo farfalhar de meus cabelos, pela sua voz sussurrada, pelas palavras que pensei serem confidenciadas.
Recordo você como quem recorda a infância, uma ideia fantasiosa de um passado simples. Uma versão de mim que não conhecia a parte sua que me fez ir, a que se deixou partir.
Até quando morarei nessas canções?